Mais de 50 anos depois de composta, “Águas de março” segue como uma das canções mais estudadas, gravadas e cantadas da música brasileira. Em breve nas prateleiras, pela Editora 34, o livro “Águas de março” parte dessa permanência para investigar o que faz da obra de Antonio Carlos Jobim (1927–1994) um clássico duradouro do cancioneiro popular.

A publicação reúne três ensaios, assinados por Augusto Massi, Arthur Nestrovski e Walter Garcia. Em sequência, os textos procuram desvendar as camadas musicais, poéticas e culturais da composição, analisando como seus elementos se combinam para produzir uma das criações mais marcantes da música do século XX.

Além da análise crítica, o volume também revisita o contexto em que a canção nasceu. O livro traz depoimentos do próprio Tom Jobim e imagens de Poço Fundo, local onde “Águas de março” foi composta, registradas pela fotógrafa Ana Lontra Jobim. Fotografias, documentos e materiais impressos da época ajudam a reconstruir o momento do primeiro registro da música.