Jair Bolsonaro reafirmou no podcast Inteligência Ltda., na segunda-feira, que não vai largar o osso da candidatura de seu campo político em 2026. “Só passo o bastão depois de morto”, disse. Dada ao lado de Tarcísio de Freitas, a declaração foi seguida por uma fala protocolar do governador de São Paulo, que apontou Bolsonaro como seu candidato à Presidência. Jogo jogado.
Com o julgamento no STF que deve tornar Bolsonaro réu por tentativa de golpe nesta quarta-feira, 26, no entanto, a real política de São Paulo já se movimenta ostensivamente por um possível cenário com Tarcísio candidato ao Planalto no lugar de Bolsonaro.
Nos últimos dias, às portas do julgamento no Supremo, quatro nomes reconheceram possibilidades de se lançarem à sucessão do governador, caso ele tome o caminho nacional: Gilberto Kassab, do PSD; Ricardo Nunes, do MDB; o deputado federal Ricardo Salles, do Novo; e o deputado estadual André do Prado, do PL, presidente da Assembleia Legislativa.
No balaio da centro-direita também estão nomes como o vice-governador, Felício Ramuth, do PSD, e o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, do PP.
Bolsonaro, como mostrou a coluna, seguirá dizendo que é candidato até caso seja preso após uma condenação no STF. Aliados de Tarcísio dizem que ele seguirá “jogando parado”, dizendo por aí que é candidato à reeleição, mas não descartam que ele concorra ao Planalto caso o ex-chefe o apoie.