O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgará nesta terça-feira, 2, o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do 2º trimestre de 2025. No mercado, a expectativa é por um resultado positivo, mas que mostrará uma desaceleração da atividade econômica em relação ao 1º trimestre, quando a expansão foi de 1,4%. As estimativas de economistas e analistas apontam para uma alta de 0,3%, que pode chegar a até 0,6% no melhor dos cenários.
O economista-chefe do banco Pine, Cristiano Oliveira, estima uma alta de 0,3% do PIB entre abril e junho, puxado pelo resultado positivo da indústria, do setor de serviços e pelo consumo das famílias. Por outro lado, o destaque negativo será a formação bruta de capital fixo (investimentos), para a qual ele estima uma retração de 2,3%, o primeiro recuo após seis trimestres consecutivos de expansão.
“Julgamos que a taxa de juros real elevada e o aumento das incertezas globais contribuíram para a queda do investimento no trimestre. Ao mesmo tempo, estimamos crescimento de 0,3% tanto para o consumo das famílias quanto para os gastos do governo”, disse.
Para o 3º trimestre, o economista espera uma tímida expansão de 0,1%, diante dos juros altos que afetam os segmentos mais sensíveis ao ciclo econômico, como por exemplo a indústria de transformação e o comércio ampliado.
“Assim, todo o avanço da economia em 2025 deve ficar concentrado no primeiro semestre, diante do impacto prolongado das condições financeiras restritivas e do ambiente global mais incerto sobre a atividade doméstica. Mantemos a estimativa de crescimento de 2,3% para o PIB em 2025 e de 1,7% para 2026”, afirmou Oliveira.