O ministro Luís Roberto Barroso colocou um ponto final nas especulações sobre sua saída antecipada do STF. Emocionado, no final da sessão de julgamentos do plenário, ele anunciou que deixa a corte. A decisão abre caminho para o presidente Lula indicar mais um integrante para o Supremo antes do final de seu terceiro mandato, fato que não estava previsto antes da confirmação da aposentadoria do ministro.

“Fico no tribunal mais alguns dias da próxima semana para devolver dois ou três pedidos de vista e encerrar as pendências”, disse o ministro, que se despede depois de doze anos no Supremo.

Barroso deixou a presidência do STF na semana passada, quando passou o cargo para o ministro Edson Fachin. A aposentadoria compulsória, oito anos antes do prazo, há dois anos tem sido planejada. Em maio, o PlatôBR mostrou que o Palácio do Planalto havia recebido sinais da saída do ministro.

“Não carrego nenhum arrependimento nem nunca tive medo de nada. Não falo isso por pretensão ou arrogância”, declarou, em seu último discurso. “Reitero: a integridade, a civilidade e a empatia vêm antes da ideologia e das escolhas políticas. O radicalismo é inimigo da verdade. A gente na vida deve ter cuidado para não se apaixonar pelas próprias razões”, completou.