As emendas Pix movimentaram R$ 6,77 bilhões ao longo de 2025 e responderam por cerca de 15% do total empenhado em emendas parlamentares no ano, que somou R$ 44,61 bilhões. Os dados foram extraídos da Controladoria-Geral da União, a partir de levantamento feito pela coluna.
O PL liderou o volume de recursos empenhados via emendas Pix em 2025, com cerca de R$ 1,2 bilhão. Em seguida vêm MDB (R$ 800 milhões), PSD e PP (R$ 700 milhões), além de PT e União Brasil, ambos com aproximadamente R$ 600 milhões. Essas seis siglas, que são as maiores bancadas, concentraram a maior parte dos recursos da modalidade; as demais ficaram com R$ 100 bilhão ou menos.
Os maiores volumes individuais ficaram nas mãos de senadores. Marcos Rogério e Jayme Campos dividiram a liderança, com R$ 34,2 milhões empenhados cada um. Na sequência aparecem Randolfe Rodrigues (R$ 34,0 milhões), Ciro Nogueira (R$ 33,8 milhões) e Carlos Fávaro (R$ 33,5 milhões).
Minas Gerais concentrou o maior volume de recursos, com R$ 703,3 milhões empenhados via emendas Pix, seguido por Bahia (R$ 567,0 milhões) e São Paulo (R$ 518,8 milhões). Na sequência aparecem Rio Grande do Sul (R$ 448,5 milhões), Pernambuco (R$ 328,7 milhões), Paraná (R$ 321,9 milhões) e Maranhão (R$ 318,6 milhões). Amazonas (R$ 87,3 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 108,0 milhões) ficaram entre os menores volumes absolutos.
Macapá (AP) liderou o ranking municipal, com R$ 53,3 milhões empenhados em emendas Pix. Em seguida aparecem Uberlândia (MG) (R$ 24,9 milhões), Praia Grande (SP) (R$ 24,4 milhões), Sena Madureira (AC) (R$ 24,4 milhões) e Mucajaí (RR) (R$ 24,0 milhões). Também figuram entre os dez maiores Osasco (SP), Maceió (AL), Pacaraima (RR), Tauá (CE) e Curuçá (PA).
As emendas Pix foram suspensas temporariamente pelo ministro do STF Flávio Dino em setembro de 2025, após auditoria da Controladoria-Geral da União identificar irregularidades em nove municípios que concentravam os maiores repasses. Essa modalidade permite transferir recursos diretamente aos cofres de estados e municípios, sem necessidade de apresentação de projeto detalhado. Para o ministro e para organizações de transparência pública, o modelo apresenta sérias dificuldades de fiscalização, já que não se identifica com clareza quem indicou os recursos, como foram aplicados e quem foi o beneficiário final, o que complica o rastreio e a destinação da verba pública.
