Em meio à forte reação negativa do mercado a mudanças no plano de recuperação financeira da Azul, a companhia divulgou nesta sexta-feira, 9, uma retificação de decisão tomada no início da semana.
No dia 5 de janeiro, a empresa informou que parte de suas dívidas seria convertida em ações, o que ampliaria de forma expressiva o número de papéis em circulação. O anúncio desencadeou uma venda generalizada e as ações acumularam queda superior a 90% em cinco dias. O movimento ocorreu diante do temor de diluição dos acionistas atuais, que passariam a dividir a empresa com um volume muito maior de novos papéis.
Na nova ata, divulgada nesta sexta-feira, 9, a companhia ajustou os termos dessa decisão. O principal ponto é a redução da razão de conversão das debêntures — títulos de dívida — em ações preferenciais. O número caiu de 1.514.046 para 1.498.422 ações por debênture. Na prática, isso significa que os credores receberão menos ações do que o previsto inicialmente, reduzindo a diluição sobre os acionistas que já estavam na base da empresa.
Outro ponto trazido pela nova ata é a formalização do aumento de capital. O documento passa a registrar a emissão de 1,3 trilhão de ações preferenciais, número que não aparecia de forma expressa na versão divulgada em 5 de janeiro.
