Mal começou o ano e o PSOL já está em modo pré-campanha. A direção nacional do partido trabalha para costurar candidaturas competitivas e reforçar a bancada na Câmara dos Deputados, com foco especial em três frentes: Pará, Ceará e Distrito Federal.

Em Brasília, o nome escolhido para o projeto é o do deputado distrital Fábio Felix (foto em destaque), apontado como puxador de votos da federação Rede-PSOL. Ativista LGBTQIA+ e dos direitos humanos, o assistente social carrega no currículo o título de deputado distrital mais votado da história do DF e tem sido presença frequente em atos da bancada federal, ao lado de Sâmia Bomfim (SP) e Erika Hilton (SP).

No Pará, o partido mira dois nomes com densidade eleitoral. O ex-prefeito de Belém Edmilson Rodrigues, que já passou pela Câmara entre 2015 e 2021, e a vereadora Vivi Reis, também ex-deputada federal. A dupla é vista como peça-chave para turbinar a votação do partido no estado.

O deputado estadual Renato Roseno deve ser a aposta no Ceará. Com três mandatos na Assembleia Legislativa e mais de 83 mil votos na última eleição, o ativista é tratado internamente como nome “maduro” para a disputa federal em outubro.

Fora do eixo prioritário, a legenda calcula manter — e até ampliar — o número de cadeiras em redutos tradicionais como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.