A estratégia do PT para tentar superar suas históricas dificuldades eleitorais na Baixada Fluminense passa, fundamentalmente, pela aliança com Eduardo Paes. Os petistas no Rio de Janeiro esperam que o prefeito carioca, candidato ao governo estadual, aproxime prefeitos da região de Lula.

O cálculo da sigla dialoga com a experiência da última eleição presidencial. Em 2022, Lula esteve duas vezes na Baixada, ambas em Belford Roxo, ao lado do então prefeito Waguinho. Apesar do esforço, o movimento não foi suficiente para alterar o comportamento eleitoral da região, que seguiu majoritariamente alinhada ao bolsonarismo.

O cenário atual, aliás, é ainda mais adverso. Belford Roxo, por exemplo, hoje é comandada por Márcio Canella, nome ligado a Cláudio Castro, e outros municípios da Baixada permanecem sob controle de prefeitos distantes do PT.

A diferença, avaliam dirigentes petistas, é que agora o partido não aposta apenas na presença de Lula, mas na combinação entre o projeto nacional do presidente e a força local de Paes.