Mais do que as recentes — e ainda tímidas — declarações de Tarcísio de Freitas em apoio a Flávio Bolsonaro, aliados do governador de São Paulo apontam um outro movimento como sinal de que ele de fato capitulou da corrida presidencial e buscará a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes: a troca na Casa Civil de seu governo, definida na quinta-feira, 22.

Na mudança, Arthur Lima, amigo de Tarcísio, então secretário da pasta, foi remanejado para Secretaria de Justiça e Cidadania e deu lugar a Roberto Carneiro, presidente do Republicanos em São Paulo.

O perfil de Carneiro é visto nos bastidores da política paulista como o de um articulador mais habilidoso que Lima, alvo de críticas de prefeitos, deputados estaduais e até colegas de governo por falhar no trato com eles.

Com o correligionário na Casa Civil, políticos próximos de Tarcísio, incluindo alguns dos que o queriam presidenciável, passaram a avaliar que o governador vai priorizar e intensificar a atenção à sua base aliada, sobretudo no interior — movimento que confirmaria seu foco por mais quatro anos em São Paulo, e não em Brasília.