Enquanto investia R$ 980 milhões em títulos do Banco Master, entre novembro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência viu seu rombo aumentar em cerca de R$ 1,4 bilhão, passando de R$ 9,9 bilhões em 2023 para R$ 11,3 bilhões em 2024.
No mesmo intervalo em que os recursos foram aportados pelo Rioprevidência no Master, os dados de execução orçamentária mostram a deterioração do resultado do regime próprio de previdência do estado.
Em 2023, o déficit do fundo em repartição — que representa o aporte anual necessário do Tesouro para pagar aposentadorias e pensões — foi de R$ 9,94 bilhões, equivalente a 11% da Receita Corrente Líquida (RCL). Em 2024, esse déficit subiu para R$ 11,2 bilhões e alcançou 12% da RCL.
Na última semana, a Polícia Federal deflagrou uma operação para apurar aplicações do Rioprevidência ligadas ao Master. No mesmo dia, Cláudio Castro exonerou o presidente do fundo de pensão, Deivis Marcon Antunes.
