Depois de ter se reunido em um almoço sem registro na agenda com Dias Toffoli, relator no STF (Supremo Tribunal Federal) do inquérito que apura as suspeitas que envolvem o Banco Master, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve agora manter uma “distância regulamentar” do ministro.

Pessoas próximas ao presidente avaliam que o assunto tomou uma dimensão tão grande que é preciso tomar cuidado para não associar o governo às suspeitas. “O presidente não tem muito o que fazer, a não ser torcer”, disse uma fonte.

Integrantes do governo falam da necessidade de se adotar uma estratégia “profilática” no caso e lembram que Toffoli, indicado no passado por Lula e hoje enredado em denúncias que levantam questionamentos sobre sua atuação no inquérito, nunca foi uma unanimidade no entorno do presidente.

Lula se reuniu com Toffoli em dezembro, na presença do ministro Fernando Haddad (Fazenda). O encontro ocorreu fora da agenda oficial. Na conversa, eles trataram do inquérito sob a relatoria do ministro do STF.