Deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) estão em tratativas com o Ministério da Educação tentando a redistribuição de R$ 117 milhões em recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) que o estado deixou de receber em 2026 por não ter aprovado, dentro do prazo legal, a lei do ICMS Educacional. 

O Rio foi o único estado que não aprovou a lei exigida pela reforma do Fundeb para habilitar estados e municípios a receberem a parcela da complementação federal vinculada a resultados educacionais. 

Como a legislação estadual precisava estar em vigor em 2025, o estado e seus municípios ficaram fora da partilha dos recursos em 2026, o que resultou em uma perda estimada em cerca de R$ 117 milhões para as redes municipais de ensino.

A articulação dos deputados ocorre em paralelo à preparação para a votação do projeto dessa lei, prevista para a retomada dos trabalhos legislativos, na próxima semana.

Diante do prejuízo já consolidado, deputados estaduais passaram a negociar com o MEC uma saída administrativa que permita, após a aprovação e sanção da lei, algum tipo de redistribuição desse valor. 

A eventual recuperação dos recursos depende de uma decisão administrativa que ainda não foi formalizada pelo MEC. 

A proposta do ICMS Educacional estava parada na Assembleia desde 2022.