A decisão do senador Angelo Coronel (PSD-BA) de migrar para o União Brasil, romper a aliança com o PT e pular no colo do “carlismo”, liderado atualmente pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto, teve um componente familiar relevante, afirmaram ao PlatôBR pessoas que participaram das negociações. Coronel levou em consideração a avaliação da esposa, Eleusa Coronel, de que abrir mão da candidatura seria um retrocesso na vida política do parlamentar. 

Os filhos, o deputado federal Diego Coronel (PSD) e o deputado estadual Angelo Coronel Filho (PSD), eram favoráveis a uma composição com os petistas, com a indicação do nome para vice-governador na chapa de Jerônimo Rodrigues (PT). A opinião dos dois, entretanto, não prevaleceu. 

Com o fim da aliança, a avaliação interna do PT baiano é de que acaba o impasse que cercava a montagem da chapa puro sangue com Rui Costa e Jaques Wagner candidatos ao Senado.  Dessa forma, o único nome a ser definido é o que de quem será o candidato a vice-governador.