Senadores que fazem parte da CPI do Crime Organizado acreditam que não será pautada no colegiado a convocação da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes, para depor.
O relator da comissão, senador Alessandro Vieira, pediu na segunda-feira a convocação de Viviane. No requerimento, Vieira afirmou haver “fundadas suspeitas” de que o contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da mulher do ministro do STF seja “produto direto” da lavagem de dinheiro de organizações criminosas.
Senadores ouvidos pela coluna afirmam que é mais provável que o presidente da CPI do Crime Organizado, Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo, paute um convite feito à advogada, e não a convocação. O requerimento para convidá-la é de autoria do senador Eduardo Girão, do Novo do Ceará.
Em caso de convocação, Viviane Barci de Moraes seria obrigada a depor na CPI. Já como convidada, a advogada teria o direito de escolher colaborar com a comissão ou não.
Senadores da oposição vem tentando articular a aprovação da convocação e do pedido de quebra do sigilo bancário da mulher de Moraes como uma ofensiva contra o ministro.
Até entre esses oposicionistas, entretanto, é nula a esperança de que Viviane Barci de Moraes efetivamente seja convocada à CPI. A avaliação é de que haverá um “acordão” para pautar somente o convite.
