Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como seu nome preferido para disputar o governo de Minas Gerais, o senador Rodrigo Pacheco acertou sua saída do PSD para se filiar ao União Brasil e controlar a legenda no estado. Na última segunda-feira, a entrada do senador foi acertada em um encontro em Belo Horizonte entre o presidente nacional da legenda, Antônio Rueda, e o deputado federal Rodrigo de Castro (União Brasil-MG), escolhido por Pacheco para presidir a legenda no estado.
Como mostrou o PlatôBr na semana passada, o senador optou por se transferir para o União Brasil depois que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, decidiu sair do partido para se filiar ao PSD. Com essa mudança, Pacheco avaliou que o União Brasil não terá candidato ao Planalto e, com isso, ele poderia entrar na legenda e controlar o diretório estadual.
A filiação, de acordo com aliados de Pacheco, será formalizada após o Carnaval. O senador ainda espera uma conversa com Lula para se lançar candidato e começar as negociações para a formação de uma chapa de oposição ao governo de Romeu Zema (Novo), que terá como candidato o atual vice, Mateus Simões (PSD).
Mas, além do apoio de Lula, entre as legendas que Pacheco espera contar em Minas Gerais estão o MDB, comandado por Newton Cardoso Júnior, e o PSDB, nas mãos do deputado Aécio Neves, presidente nacional do partido.
Mesmo sendo candidato preferido de Lula, aliados de Pacheco avaliam que a motivação da formação da chapa é juntar quem é oposição ao atual governo do estado e, nesse caso, Aécio Neves, mesmo fazendo oposição a Lula, pode ajudar a derrotar a chapa encabeçada por Simões.
Disputa na chapa
Nesse contexto, abre-se a disputa por um lugar na chapa a ser formada por Pacheco, tanto pela vaga de vice quanto pelas duas vagas ao Senado. Aécio tem dito que não quer ser candidato à reeleição para deputado federal, mas prefere definir sua estratégia política em abril.
Um dos pontos que Pacheco não abre mão é exercer sua prerrogativa de montar o seu palanque. Nesse contexto, não está descartada para o senador a formação de uma chapa sem o PT, partido que tem a ambição de eleger a prefeita de Contagem, Marília Campos, ao Senado.
A negociação de Pacheco com o União Brasil, partido federado com o PP e que rompeu com o governo no final do ano passado, contou com a articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
