Tarcísio de Freitas deve sofrer nos próximos meses pressões do PL e do bolsonarismo por espaços na sua chapa à reeleição.
Como mostrou a coluna, Valdemar Costa Neto está determinado a pleitear a vaga de vice de Tarcísio para André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa, enquanto o “bolsonarismo raiz” espera manter a indicação de uma das duas vagas ao Senado, a que seria ocupada por Eduardo Bolsonaro. A outra é de Guilherme Derrite, do PP, deputado da bancada da bala e ex-secretário de Segurança Pública de Tarcísio.
Aliados dizem, a preço de hoje, que Tarcísio quer manter Felício Ramuth, do PSD, como seu vice e preferiria um candidato de centro-direita na candidatura remanescente a senador.
Esses interlocutores do governador veem nas preferências estratégia eleitoral, sobretudo em relação à vaga ao Senado. Avalia-se que um nome mais moderado seria a melhor opção para evitar que uma das duas cadeiras em disputa acabe ocupada por um candidato forte a ser lançado por Lula, como Fernando Haddad, Simone Tebet, Marina Silva ou Geraldo Alckmin.
A busca por votos, por si só, no entanto, não é o único elemento nesses cálculos. Aliados de Tarcísio de Freitas avaliam que uma chapa de feição mais moderada do que bolsonarista demonstraria, em sua segunda disputa eleitoral, um Tarcísio mais independente politicamente de Jair Bolsonaro.
