O presidente do PDT, Carlos Lupi, bem que tentou amarrar, na semana passada, o apoio do PT ao ex-prefeito Alexandre Kalil ao governo de Minas Gerais. O ex-ministro divulgou em sua conta no X que, no encontro que teve com Edinho Silva, havia garantido alianças de PT e PDT em Minas, com Kalil, Rio Grande do Sul, com Juliana Brizola, e Paraná, com Requião Filho.

Lupi só se esqueceu de combinar com… o PT. Edinho logo soltou uma nota dizendo que o encontro que teve com o presidente do PDT era para tratar de uma aliança nacional e que nenhuma questão regional ficou acertada. Na festa de aniversário dos petistas, em Salvador, o clima azedava quando o assunto era o pedetista.

Desses três candidatos do PDT, o único que até o momento tem apoio garantido é Requião Filho. No Paraná, as lideranças locais, incluindo Gleisi Hoffmann, já confirmaram o endosso petista à candidatura dele. No Rio Grande do Sul, o PT anunciou candidato: Edegar Pretto, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Tudo pode mudar? Pode.

Gleisi, por exemplo, que disputaria a reeleição à Câmara, será candidata ao Senado, a pedido de Lula. Com isso, Enio Verri, presidente da Itaipu Binacional, continua no cargo e não disputará a eleição.

Mas o que dificilmente sofrerá mudança é a aversão do PT mineiro a Alexandre Kalil. O ex-prefeito é, segundo os líderes da legenda no estado, o único candidato que o partido não apoiaria de jeito nenhum. Kalil também não gosta nada do PT. A resistência mútua cresceu depois da eleição frustrada de 2022, quando Kalil, com apoio petista, perdeu para Romeu Zema.

Além de esperar uma decisão de Rodrigo Pacheco sobre a eleição em Minas Gerais, as opções dos petistas são o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite, do MDB, e a petista Margarida Salomão, prefeita de Juiz de Fora.