A defesa do ministro afastado do STJ, Marco Buzzi, diz ter áudios de vizinhos dele no condomínio em Balneário Camboriú (SC) que negam o assédio sexual à jovem de 18 anos, autora de uma das acusações contra o magistrado.
Os áudios teriam sido enviados espontaneamente por esses vizinhos à família de Buzzi, após saberem da acusação de assédio. Essas pessoas dizem que estavam na praia no momento e que não presenciaram nenhum ato impróprio de Marco Buzzi.
Segundo o advogado Paulo Catta Preta, os áudios serão anexados à defesa de Buzzi nos procedimentos e investigações abertos contra ele.
Uma característica geográfica da praia onde o assédio teria ocorrido vai ser observada pelos defensores do ministro afastado. “Como a própria jovem disse em seu depoimento, trata-se de uma praia de tombo, ou seja, com ondas fortes. O ministro, sabidamente, tem dificuldade de mobilidade, é um senhor que anda com bengala”.
Ainda de acordo com Catta Preta, a defesa não terá como estratégia desmerecer o depoimento da jovem. “É um depoimento grave, mas inverídico, conforme vamos demonstrar”, disse o criminalista.
A jovem que acusa Buzzi relatou ter sido alvo de assédio do ministro em meio a um banho de mar em Balneário Camboriú (SC), em janeiro. Os pais dela eram amigos do ministro do STJ e estavam hospedados na casa de praia dele na cidade catarinense. Alegando motivos de saúde, Marco Buzzi se licenciou do STJ na última quinta-feira, 5, após passar a ser investigado. Nessa terça-feira, 10, o STJ decidiu afastar o ministro.
Além da jovem, uma servidora do STJ também relatou ter sido assediada pelo ministro.
