A passagem do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por Brasília nesta quarta-feira, 11, é o que pode se chamar de agenda intramuros. No intervalo de tempo entre a reunião que teve no STF, no início da tarde, com o ministro Alexandre de Moraes e os encontros marcados para início da noite com os ministros Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, o governador evitou compromissos públicos.
O cuidado tem um motivo: não abrir brecha para especulações sobre candidatura e alianças na véspera do encontro que terá com senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nesta quinta-feira, 12, em São Paulo. Para essa conversa, a expectativa é que Flávio tentará reforçar o pedido de apoio à sua candidatura à Presidência da República.
O encontro com Tarcísio foi confirmado pelo senador durante o evento do BTG Pactual. Diante de empresários, investidores e executivos do setor financeiro, Flávio disse que é “amigo” e fã” do governador.
Em Brasília, além das agendas com os ministros do STF, Tarcísio almoçou com seus auxiliares – a procuradora-geral do Estado, Inês Coimbra, e o secretário-executivo da Fazenda do estado, Rogério Campos – no escritório de representação do governo e guardou um tempo para visitar a mãe, que está aniversariando.
Ao sair do encontro com Moraes, ele evitou dar detalhes da conversa e não respondeu respondeu ao ser questionado se tratou com o ministro do pedido de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro. Disse apenas que a conversa foi boa e que iria tentar “dar um abraço” na mãe.
O compromisso oficial do governador com os ministros do STF é tratar do Propag, um programa de renegociação das dívidas dos estados com a União.
