A Defensoria Pública do Rio de Janeiro pediu ao STF que o governo fluminense envie à Corte não apenas as imagens captadas por câmeras corporais de policiais durante a Operação Contenção, deflagrada em outubro de 2025, mas também registros audiovisuais da necrópsia realizada nos 121 mortos na ação.
O pedido foi encaminhado a Alexandre de Moraes no âmbito da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas“.
Protocolado pelo Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (NUDEDH) da Defensoria fluminense, o documento pediu a ampliação de uma decisão assinada por Moraes no último dia 4 de fevereiro.
Na ocasião, o ministro determinou que o governo Cláudio Castro envie “todas as câmeras e/ou imagens capturadas durante a operação para a Diretoria Geral da Polícia Federal para a realização de perícia, com transcrição e laudo, no prazo de 15 dias”.
Agora, a Defensoria requer que a medida seja estendida para abranger também imagens eventualmente existentes da perícia feita no IML, e que a determinação alcance não só o Executivo fluminense, mas também o Ministério Público do Rio de Janeiro.
O pedido veio após o governo e o MP do Rio informarem ao STF que, entre 121 cadáveres analisados, dois casos foram considerados atípicos: um corpo apresentava vestígios de disparo à curta distância; outro, além de ter sido alvejado por arma de fogo à distância, indicava sinais de decapitação.
