O banco Pleno, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central nesta quarta-feira, 18, tinha apenas 900 correntistas, segundo técnicos da autoridade monetária. Com a decisão, entre os depósitos de clientes e investimentos garantidos, o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) terá de desembolsar R$ 4,9 bilhões em pagamentos para 160 mil credores que compraram investimentos da instituição financeira, como CDBs, por meio de outros bancos e corretoras.
Segundo o BC, a liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez e inobservância das determinações da autoridade monetária.
A instituição financeira era controlada pelo banqueiro Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, também liquidado pelo BC. O banco Pleno fazia parte do Master e se chamava Banco Voiter até a transferência para Lima ser aprovada pela autoridade monetária em agosto de 2025.
Segundo o Banco Central, o conglomerado do Pleno é de pequeno porte, enquadrado no segmento S4 da regulação prudencial, com 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do SFN (Sistema Financeiro Nacional).
