Um decreto editado pelo governador Cláudio Castro em novembro do ano passado, que mudou as regras de promoção na carreira da Polícia Penal do Rio de Janeiro, virou alvo de uma ação na Justiça movida pelo sindicato da categoria.

O foco do desentendimento da categoria com Castro é o novo modelo de promoção por merecimento da carreira. A entidade, o Sindicato dos Servidores da Secretaria de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (SindSistema), pede a suspensão do processo de promoção aberto neste ano com base nas novas regras definidas pelo governo.

Segundo o sindicato, o modelo adotado pelo governo aumenta as chances de promoção de policiais penais que ocupam funções administrativas na secretaria. A entidade afirma que agentes que trabalham diretamente nas unidades prisionais acabam com menos chances de avançar na carreira.

O episódio abre mais um ponto de atrito de Castro com uma categoria ligada à segurança pública, setor que concentra parte central da agenda do governador, que se lançará ao Senado nas eleições deste ano. A disputa se soma a outro embate recente entre o governo e corporações da segurança.

Como revelou a coluna, o sindicato dos delegados da Polícia Civil também recorreu à Justiça para contestar um decreto de Castro que criou um sistema integrado de dados de investigação. A entidade argumentou que a medida retiraria da corporação o controle sobre bancos de dados investigativos.

A ação foi rejeitada pela Justiça do Rio, que considerou inadequado o instrumento jurídico usado pelo sindicato e encerrou o processo sem analisar o mérito. O governo afirma que o sistema busca integrar informações e vem sendo implementado de forma gradual.