De olho na tática vitoriosa do palhaço Tiririca (PSD-SP), que desde 2011 converte a fama em votos para deputado federal, outras subcelebridades começam a medir a temperatura para avaliar se também conseguem o feito de transformar seguidores em mandatos nas eleições deste ano.

Trata-se de uma tarefa que só parece fácil. Na primeira de suas quatro eleições, o próprio Tiririca foi o deputado mais votado do país, com mais de 1,3 milhão de votos. De lá para cá, porém, ele vem definhando eleitoralmente a – ponto de mudar o domicílio eleitoral de São Paulo para o Ceará, sua terra natal.

Na mesma toada, figuras como o ator Alexandre Frota (PDT-SP), eleito deputado federal em 2018 como um fenômeno do bolsonarismo, não se reelegeu em 2022, após desentendimentos com o grupo do ex-presidente. Após a experiência no Congresso, conseguiu garantir apenas uma cadeira de vereador na Câmara Municipal de Cotia, região metropolitana de São Paulo.

Os exemplos parecem não desanimar a nova leva de subcelebridades interessadas em mandatos eletivos. Colecionadora de polêmicas na mesma proporção que reúne seguidores, Jojo Todynho sinaliza que pretende concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro. O partido escolhido por ela é o PL, o mesmo de Bolsonaro. Todinho já conta com o aval do presidente municipal da sigla, senador Bruno Bonetti (RJ).

Ex-mulher do pagodeiro Belo, Gracyane Barbosa segue com o mesmo objetivo. Quer uma vaga de deputada, mas por São Paulo. A influenciadora formalizou a filiação ao Republicanos na última semana de fevereiro.

Da mesma safra, Andressa Urach também declarou ter a intenção de integrar a próxima legislatura do Congresso Nacional. Conhecida por colecionar barracos e controvérsias nas redes, a criadora de conteúdo adulto propõe erguer bandeiras feministas.

Envolvido em escândalos de violência contra mulheres, o ator Dado Dolabella é outro que ensaia entrar na disputa. Recentemente, porém, ele viu seus planos sofrerem um revés. Dolabella estava certo de que poderia se candidatar pelo MDB do Rio, mas acabou perdendo a legenda após articulações da ala feminista da sigla de Michel Temer.