Alexandre de Moraes liberou a continuidade das investigações da chamada Operação Hades, conduzida pelo Ministério Público do Pará.​

A decisão derruba uma suspensão determinada pelo próprio ministro no início de março e permite que as apurações sigam normalmente no Tribunal de Justiça do Estado do Pará.​

A investigação apura suspeitas de irregularidades envolvendo o Instituto de Assistência aos Servidores do Estado do Pará (IASEP) e o Hospital Santa Maria de Ananindeua. O caso passou a tramitar no tribunal estadual após surgirem indícios de envolvimento do prefeito de Ananindeua, município da região metropolitana de Belém.​

A suspensão havia sido pedida por Daniel Barbosa dos Santos, sob o argumento de que as investigações poderiam ter sido contaminadas por uma força-tarefa criada pelo Ministério Público que já havia sido anulada pelo STF.​

Ao analisar o caso, Moraes concluiu que as apurações questionadas começaram antes da criação dessa força-tarefa e possuem origem independente, afastando a hipótese de nulidade das provas.​