O Instituto Igarapé lança, neste sábado, 21, o boletim Global Futures, focado em alinhar a transição energética global ao fim do desmatamento. A publicação defende que o combate ao crime ambiental seja o eixo central da transição energética e sugere que a experiência brasileira — com o uso de satélites do INPE e o Fundo Amazônia — sirva de base para o roteiro que a presidência da COP30 entregará à comunidade internacional.

O documento propõe a criação de um grupo de especialistas para multilateralizar o processo e exige o envolvimento direto de setores como mineração, agropecuária e finanças. A meta é que o plano de desmatamento zero entre formalmente no rito político da ONU a partir da COP31, consolidando-se como política de Estado e não apenas de governo.

Para viabilizar essa agenda, o Igarapé reforça a necessidade de orientações claras sobre o apoio a florestas tropicais, temperadas e boreais, integrando-as ao planejamento nacional de cada país.

A estratégia inclui o uso do “Mapa do Caminho”, que será entregue pela presidência brasileira da COP, como uma plataforma de mobilização, capaz de induzir a cooperação internacional por meio de soluções que já foram testadas e comprovadas na prática.