Perto do fim do prazo para renúncia aos cargos pelos candidatos em outubro, ministros e governadores que não vão disputar reeleição anunciam a saída até a próxima semana. No dia 4 de abril, também termina a janela que permite a deputados e senadores trocarem de partido sem riscos de perderem seus mandatos.
Cláudio Castro deixará o governo do Rio de Janeiro nesta segunda-feira, 23, véspera da retomada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) do julgamento que pode cassar seu mandato sob acusação de abuso de poder econômico, por ter contratado milhares de servidores durante a campanha de sua reeleição, em 2022.
O julgamento foi suspenso com o placar de 2 a 0 pela cassação. Mesmo que seja cassado, ele pretende recorrer à Justiça para tentar disputar uma vaga no Senado. Com a renúncia, a Assembleia Legislativa terá de eleger um governador para completar o mandato, pois o vice, Thiago Pampolha (MDB) foi nomeado para o Tribunal de Contas do estado em 2025.
São aguardadas ainda as decisões dos governadores do PSD pré-candidatos ao Planalto: Ratinho Jr. (Paraná), Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). A tendência é que Ratinho seja o nome do partido para a Presidência da República.
No fim de semana, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), renunciou ao cargo, agora ocupado pelo vice, Mateus Simões (PSD). Zema tem intenção de concorrer ao Planalto, mas seu nome também é cotado para vice na chapa do pré-candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro. Pode, ainda, se lançar ao Senado.
Em relação às trocas partidárias, as maiores expectativas se voltam para a escolha do senador Rodrigo Pacheco, de saída do PSD para disputar o governo do estado por outra legenda. As maiores chances apontam como destino o MDB ou o PSB.
Leitura de relatório na CPI no INSS
Sem previsão de prorrogação do prazo de funcionamento da CPI Mista que apura irregularidades no INSS, o deputado Alfredo Gaspar (Podemos-AL) pode ler na quarta-feira, 25, seu relatório sobre os trabalhos do colegiado. Dividida pela polarização política, a comissão confirmou a expectativa de servir mais de palco para a disputa entre governo e oposição do que para aprofundar as investigações. Gaspar sinaliza a intenção de indiciar cerca de 200 pessoas em seu relatório.
Nas últimas semanas, o trabalho da CPI se concentrou em grande parte em denúncias relacionadas ao banco Master. O foco nesse caso provocou atritos com o STF, que determinou a devolução à Polícia Federal do material colhido nas investigações.
STF julga “penduricalhos”
O plenário do STF começa a julgar nesta quarta-feira, 25, a legalidade das verbas indenizatórias pagas aos altos escalões do funcionalismo público. A sessão vai analisar as liminares concedidas pelos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que suspenderam o pagamento dessas verbas, conhecidas como “penduricalhos”.
Moraes decide sobre domiciliar de Bolsonaro
O ministro do STF Alexandre de Moraes deve decidir essa semana sobre o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que continua internado na UTI de um hospital em Brasília. Nesta segunda-feira, 23, a PGR se manifestou favoravelmente à continuação do cumprimento da pena em casa.
Efeitos do anúncio de Trump
O anúncio pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma negociação com o Irã sobre a guerra, com interrupção dos ataques por cinco dias, teve efeito imediato na economia mundial, com queda do preço internacional do petróleo e do dólar. Até o fim de semana, Trump ameaçava atacar as usinas de energia do Irã, que indicava responder com ofensiva sobre os aliados dos EUA no Oriente Médio.
O Irã nega as negociações com os Estados Unidos.