Afastado da presidência do União Brasil desde maio de 2024, em meio a uma intensa briga com o empresário Antônio Rueda, hoje no comando da sigla, o deputado Luciano Bivar deve se mudar para o MDB. Nesta quarta-feira, 25, ele conversou por mais duas horas com o presidente nacional da sigla, deputado Baleia Rossi (SP), para acertar detalhes de sua chegada ao partido.
Ao sair, Bivar disse ao PlatôBR que “está próximo de resolver” sua migração para a legenda que, em Pernambuco, estará ao lado do prefeito de Recife, João Campos (PSB), em sua campanha ao governo do estado.
Campos terá apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a chegada de Bivar ao grupo marca uma virada política para o parlamentar. Ele era o presidente do PSL, partido pelo qual o ex-presidente Jair Bolsonaro se elegeu em 2018, derrotando, no segundo turno, o petista Fernando Haddad. Depois disso, o PSL se fundiu com o DEM dando origem ao União Brasil.
Antes de dar o “sim” para o MDB, Bivar decidirá qual será sua função na eleição. Uma hipótese é de que ele entre como suplente do senador Humberto Costa (PT), que disputará a reeleição em uma das duas vagas no palanque encabeçado por Campos. A outra vaga ficará com Marília Arraes (PDT), pré-candidata ao Senado.
Bivar disse que, antes de fechar o acordo para entrar na suplência, espera ter uma conversa com a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais). “Já existe um convite e estamos próximos de resolver. Tenho muitos amigos no MDB e não quero criar desconforto nem no partido nem na minha aldeia”, disse Bivar ao PlatôBR.