O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), será anunciado nesta segunda-feira, 30, pré-candidato à Presidência da República. Desde a semana passada, com a desistência do governador do Paraná, Ratinho Jr., Caiado disputava a indicação com Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.

Para ser oficializada, a candidatura ao Planalto ainda depende de aprovação pela convenção do PSD, que será realizada entre 20 de julho e 5 de agosto, segundo o calendário eleitoral definido pelo TSE. Até lá, Caiado terá de convencer a maioria do partido a apoiá-lo em sua intenção de entrar na disputa. Dividida, a legenda pode optar por não lançar nome para presidente.

O anúncio da pré-candidatura será feito esta semana por causa da data de desincompatibilização dos governantes que pretendem concorrer em outubro, que devem deixar os cargos até o próximo sábado, 4. Fora da disputa, Leite pode continuar no governo até o final do mandato.

Se for confirmado, o governador de Goiás voltará a concorrer ao Planalto 37 anos depois de ter ficado em décimo lugar, com menos de 1% dos votos. Na época, curiosamente, ele era filiado a um partido que tinha o mesmo nome e sigla do atual, PSD (Partido Social Democrático). Esse partido foi incorporado pelo PTB em 2003. O atual PSD foi fundado em 2011, sob o comando do atual presidente, Gilberto Kassab.

Despedida de ministros
Lula realiza nesta terça-feira, 31, uma reunião ministerial com caráter de despedida para cerca de 18 integrantes do primeiro escalão do governo que pretendem disputar as eleições de 2026, por causa do prazo de renúncia aos cargos fixados pelo TSE. Muitos dos titulares serão substituídos pelos secretários-executivos, como aconteceu na Fazenda, com a entrada de Dario Durigan no lugar de Fernando Haddad.

Em alguns casos, o presidente ainda não decidiu quem serão os novos ocupantes dos cargos, caso Secretaria de Relações Institucionais. O presidente procura um nome que tenha boa capacidade de negociação com o Congresso e que não seja candidato em outubro.

Os novos ministros terão a tarefa de, junto com os que permanecem nas pastas, conduzir o final do terceiro mandato de Lula durante o período eleitoral. O petista aposta nas realizações de sua administração para tentar a quarta vitória em disputas pelo Planalto.

Ricardo Couto no governo do Rio
O presidente do presidente do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), desembargador Ricardo Couto de Castro, continua governador do estado até que o STF decida se a eleição do titular que concluirá o mandato de Cláudio Castro (PL) será direta ou indireta. Um despacho do ministro Cristiano Zanin na última sexta-feira, 27, suspendeu a eleição indireta aprovada pela Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Ele também pediu que o plenário do STF conclua o julgamento de um processo de iniciativa do PSD, partido do ex-prefeito Eduardo Paes, sobre esse tema relatado pelo ministro Luiz Fux, que já tem maioria favorável à escolha indireta.

O presidente do Supremo, Edson Fachin, marcou para a quarta-feira, 8, o julgamento que vai decidir se o governador tampão será eleito pela população fluminense ou pela Alerj.

O STF e a CPI do Master
O Supremo tem pela frente o julgamento de um mandado de segurança impetrado por um grupo de senadores, liderado por Alessandro Vieira (MDB-SE), sobre a instalação de uma CPI no Senado para investigar o escândalo do banco Master. Com 53 apoiadores, a criação da comissão depende de uma decisão o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que tem evitado instalar ou prorrogar CPIs neste ano eleitoral.