Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm procurado o Planalto para convencer o petista a escolher uma mulher para a vaga aberta no TJDFT (Tribunal de Justiça) após o falecimento do desembargador Maurício Silva Miranda. Destinada ao MPDFT, a cadeira é disputada entre o procurador Trajano Sousa de Melo, a vice-procuradora-geral Selma Sauerbronn de Souza e a procuradora Maria Rosynete de Oliveira Lima dentro de uma lista tríplice formada pela votação da Corte e encaminhada à sede do governo federal. A vaga disputada é destinada exclusivamente a membros do MP dentro do quinto constitucional. 

Lula tem 20 dias para a decisão e, até lá, colocará na balança a campanha do CNJ de priorizar a paridade de gênero nos tribunais. No ano passado, o órgão superior interferiu na decisão do TJDFT de promover a desembargador um juiz por merecimento. O tribunal havia desconsiderado a orientação da então conselheira Renata Gil de priorizar mulheres e elegeu Demetrius Gomes Cavalcanti. A sessão foi anulada e a juíza substituta Soníria Rocha Campos D’Assunção foi escolhida para ocupar a cadeira um mês após a intervenção superior. À época, Renata Gil indicou que mulheres ocupavam menos de um terço do plenário do tribunal brasiliense.