Ciro Gomes está pronto para confirmar, até o fim de abril, a candidatura ao governo do Ceará pelo PSDB.

Entre aliados, cresce a aposta de que Camilo Santana, que deixou o Ministério da Educação para se dedicar à campanha, acabe substituindo o atual governador, Elmano de Freitas, na disputa local. Se confirmado, esse embate na condição de ex-aliado teria forte componente pessoal: Ciro atribui a Camilo o racha na família Ferreira Gomes.

Com Tasso Jereissati como fiador, Ciro assumiu o comando estadual dos tucanos e vem costurando uma aliança que passa pelo PL. À sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, deve caber uma das duas vagas ao Senado — com a promessa de apoio a Alcides Fernandes, pai do deputado federal André Fernandes.

Crítico do bolsonarismo até poucos meses atrás, Ciro pretende centrar a campanha em temas locais. A estratégia passa por explorar um “cansaço com o PT”, identificado em pesquisas internas, e por responsabilizar gestões petistas pelo avanço do crime organizado no estado. Hoje, apesar de o partido de Lula comandar o governo estadual, a prefeitura de Fortaleza e a maioria dos municípios, Ciro lidera as pesquisas de intenção de voto.

Agora de volta ao ninho tucano, onde esteve nos anos 1990, Ciro tentará se descolar do cenário nacional. A aliados, tem sinalizado que haverá liberdade para a montagem de palanques distintos na disputa presidencial.

No plano familiar, o desafio permanece. O senador Cid Gomes, que já havia ignorado a candidatura presidencial do irmão em 2022, tem dito que não pretende apoiá-lo novamente na atual conjuntura.