Desde que Gleisi Hoffmann deixou a SRI (Secretaria de Relações Institucionais) para preparar a candidatura ao Senado pelo Paraná, o cargo no Planalto é ocupado interinamente pelo secretário-executivo, Marcelo Costa. Ele assumiu a função depois que o presidente Lula desistiu de nomear o petista Olavo Noleto, presidente do chamado Conselhão, para a vaga. A mudança de ideia de Lula decorreu de opiniões ouvidas no Congresso de que era necessário colocar no cargo um parlamentar e não um nome sem mandato, ligado ao PT.
O problema é que o presidente ainda não encontrou ninguém com esse perfil disponível na equipe, no Congresso ou no PT. Se Lula já tem a solução, trata como segredo, mas será uma surpresa para interlocutores do Planalto se o anúncio for feito nos próximos dias.
As tentativas e especulações surgidas nas últimas semanas não foram pra frente. O nome do senador Otto Alencar foi cogitado para a vaga, no entanto, ele descartou. O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), resiste à ideia porque insiste em ser candidato no Ceará a uma vaga no Senado.
Mais dois ministros que optaram por ficar no governo foram pensados para a vaga. Um deles é Wellington Dias (Desenvolvimento Social), que também resiste a trocar a pasta considerada vitrine do governo pela articulação política com os parlamentares que, invariavelmente, é marcada por problemas. Um ministro que se colocou a disposição foi Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), mas ele não tem a experiência exigida para o posto de saber lidar com as lideranças do Congresso.