Ao fim da primeira semana após os prazos de desincompatibilização e da janela partidária, o presidente Lula ainda não decidiu quem substituirá Gleisi Hoffmann na Secretaria de Relações Institucionais. Gleisi deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná.

Na prática, o governo segue sem articulação política centralizada. A indefinição na substituição trava decisões e dificulta a interlocução com o Congresso.

Enquanto isso, o Parlamento se organiza para derrubar o veto presidencial ao projeto que trata da dosimetria das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, e Jorge Messias vai passar por sabatina no Senado. Ao mesmo tempo, o governo enfrenta dificuldades para avançar com a proposta do fim da escala 6×1, uma das possíveis vitrines da campanha à reeleição.

Sem um ministro definitivo na SRI, o “QG político” do Planalto, falta hoje um comando claro na articulação com o Congresso.