O diretor-geral brasileiro de Itaipu, Enio Verri, tem planos ambiciosos para tornar a hidrelétrica ainda mais produtiva e elevar a produção de energia, que hoje chega a até 14 mil megawatts e confere à usina o título de terceira maior do mundo.
Três projetos estão em estudo pelos técnicos da empresa. O primeiro é aumentar a capacidade de produção das 20 unidades de geração que, individualmente, têm potência de gerar até 700 megawatts. Atualizações tecnológicas nos equipamentos teriam capacidade de garantir essa elevação. Um edital de licitação é preparado para selecionar a empresa que fará os estudos técnicos que detalharão se é possível aumentar a eficiência das turbinas.
A outra possibilidade é construir mais duas unidades de geração na usina, o que elevaria o número final para 22 turbinas. Essa alternativa, entretanto, dependeria de uma avaliação de impacto sobre o rio Paraná, pois a geração de energia demandaria mais água e tenderia a afetar o volume de água que chegaria à Argentina, que também é abastecida pelo rio.
Por fim, a empresa financiou com R$ 15 milhões uma pesquisa para desenvolver baterias para armazenar energias renováveis. A tecnologia disponível atualmente é cara e esse alto custo inviabiliza a compra desses equipamentos no curto prazo. Segundo Verri, com baterias mais acessíveis seria possível instalar painéis fotovoltaicos sobre as águas do Rio Paraná e elevar a produção de energia pela usina por meio de fontes alternativas.