A mensagem com a indicação do ministro Jorge Messias (Advocacia-geral da União) para a vaga do STF (Supremo Tribunal Federal) foi lida nesta quarta-feira, 15, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, marcando o início da tramitação no Parlamento. O ministro está atento a todos os detalhes em sua campanha para se viabilizar como ministro do STF.
A sabatina que estava marcada para acontecer no dia 29 de abril foi adiantada para o dia 28. De acordo com pessoas próximas a Messias, a mudança na data tem o objetivo de contar com maior presença de senadores na casa, pois a semana antecede o feriado do Primeiro de Maio. Messias não quer correr o risco de responder às perguntas dos senadores sem que sua indicação seja votada no plenário do Senado no mesmo dia ou, no mais tardar, no dia seguinte à sabatina.
“Atmosfera”
Nesta quarta-feira, 15, Messias se dedicou a tentar reverter votos de partidos de oposição, como o PL e o Novo, que decidiram fechar questão para votar de forma contrária à indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na parte da tarde, ele se reuniu com os senadores Carlos Portinho (PL-RJ) e Romário (PL-RJ). Na parte da manhã, foi recebido pela senadora Leila Barros (PDT-DF).
Ao falar sobre sua investida sobre senadores contrários a Lula, ele procurou manter o otimismo. “Esse processo está em andamento. A gente coloca nossa disposição, com verdade, com boa fé e com o coração, e as pessoas vão conhecendo o nosso currículo, o nosso pensamento”, disse o advogado-geral da União ao deixar o gabinete de Portinho.
Messias ainda espera por uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que sinalizou sua disposição em recebê-lo antes do dia da sabatina. Fontes ligadas ao ministro, porém, dizem que ainda não há data marcada para esse encontro. Um aliado próximo disse acreditar que, apesar de Alcolumbre não ter gostado da indicação, ele deverá optar por um encontro “institucional” com Messias. “Seria pouco republicano da parte dele [não receber Messias]”, disse um aliado próximo. “Uma coisa é certa, a atmosfera melhorou. O negócio agora é dar continuidade ao trabalho que é muito delicado”, disse um assessor do ministro.