Lançado durante a COP30, em novembro de 2025, com a ambição de captar US$ 10 bilhões até o fim de 2026, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) ainda não conseguiu novos investidores e engatinha nos primeiros passos para ter sua estrutura constituída.

Nenhum outro país anunciou aportes para além do pouco mais de US$ 6,5 bilhões captados durante o evento em Belém. Somente Brasil (US$ 1 bilhão), Indonésia (US$ 1 bilhão), França (500 milhões de euros), Noruega (US$ 3 bilhões de euros) e Alemanha (1 bilhão de euros) anunciaram publicamente investimentos no fundo criado para remunerar países que mantenham as florestas de pé.

Na última quinta-feira, 16, o ministro Dario Durigan (Fazenda) participou de uma reunião no no Banco Mundial, em Washington, sede provisória do TFFF, para tratar do tema. Durante o encontro, liderado conjuntamente por representantes do Brasil e da Noruega, foi decidida a criação do Fundo de Investimento em Florestas Tropicais (TFIF na sigla, em inglês), que fará as aplicações financeiras dos recursos aportados. 

Foi constituído um comitê de transição do TFIF, copresidido pelo Brasil e pela Noruega, e que inclui os países investidores França, Alemanha e Indonésia. Nas próximas semanas, o comitê determinará a jurisdição onde o TFIF será legalmente constituído, decisão que abre caminho para a criação da infraestrutura permanente da entidade. Assim que o TFIF for legalmente constituído, será nomeado um conselho de administração, composto por especialistas em finanças internacionais e gestão de ativos.