O ministro Dario Durigan (Fazenda) e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participaram ao longo da última semana de reuniões de primavera do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial, em Washington, e ouviram algumas previsões preocupantes, segundo interlocutores ouvidos pelo PlatôBR que participaram das discussões.

A previsão de maior gravidade é que a oferta de petróleo pode se esgotar na segunda semana de maio, com potencial de preço chegar a um patamar entre US$ 150 a US$ 200. Os alertas foram feitos durante as reuniões com economistas, ministros das Finanças de diversos países, banqueiros centrais e, sobretudo, integrantes do governo dos Estados Unidos. 

Para normalizar a oferta de petróleo, afirmaram executivos que participaram das reuniões, o Estreito de Ormuz precisa ser reaberto em até 5 semanas ou o cenário será de aumento significativo dos preços. E a dificuldade será garantir a segurança do local, em meio ao freio no crescimento global diante da restrição na oferta do produto. Os principais problemas de curto prazo, além do preço do petróleo e dos combustíveis, serão os efeitos secundários sobre a inflação, sobretudo de passagens aéreas. 

A única certeza comentada durante as reuniões é que enquanto a imprevisibilidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, for a linha condutora do governo não haverá expectativa de que a guerra no Oriente Médio acabe.