Passadas algumas horas da votação no Senado, vai ficando cada vez mais claro que a pessoa de Jorge Messias era o que menos importava na análise da indicação de Lula ao STF.

A oposição fez o serviço dela, embora com atuação inédita, pegando carona na pauta anti-Supremo em ano eleitoral.

Já senadores da base governista aproveitaram o ambiente conturbado para escancarar “o cansaço e a chateação” com o Planalto, nas palavras de um presidente de partido de centro à coluna.

As traições não foram somente no MDB. Teve até senador do PSB da tropa de Davi Alcolumbre, segundo lideranças do Senado, que votou contra Messias como forma de gritar a Lula a insatisfação com a articulação política do governo e até com movimentos do Planalto na montagem de chapas nos estados para as eleições de outubro.