Após meses marcados pela tensão, Michelle sinalizou estar disposta a iniciar um movimento de reaproximação com o senador Flávio Bolsonaro (PL) pré-candidato ao Planalto. O gesto foi registrado pelas redes sociais, com a manifestação do PL Mulher por ocasião do aniversário do presidenciável, comemorado na quinta-feira, 30. O braço partidário é presidido pela ex-primeira-dama, que até então ignorava a campanha presidencial do enteado.

Flávio e Michelle tinham um relacionamento amistoso até novembro, quando ela criticou publicamente a aproximação entre o PL e a candidatura de Ciro Gomes ao governo do Ceará. Na ocasião, ela foi desautorizada por Flávio, que a classificou como “autoritária”, e desde então, a ex-primeira-dama se afastou do enteado, passou a se dedicar exclusivamente à saúde do marido e nunca declarou publicamente apoio ao nome de Flávio.

Eduardo comprou a briga do irmão e começou a cobrar a madrasta publicamente pelo engajamento na campanha presidencial. A ex-primeira-dama é dona de um ativo relevante que pode reduzir a rejeição de Flávio, sobretudo entre o eleitorado feminino, onde ainda perde para o presidente Lula (PT), segundo as pesquisas. A esposa de Jair Bolsonaro é também vista como liderança entre os evangélicos, público que o enteado ainda não conseguiu influência.

Apesar do incentivo de amigas e de aliadas políticas, principalmente, parte do entorno de Michelle ainda resiste, por ora, à participação dela na campanha. O maquiador e amigo Agustin Fernandez fez críticas recentes ao senador durante a participação em podcast. Na entrevista, o aliado reforçou as diferenças entre Flávio e Jair Bolsonaro e classificou o presidenciável como “engessado”. Ele criticou ainda o momento escolhido para o lançamento da pré-candidatura de Flávio, durante uma internação hospitalar do ex-presidente. “Uma das piores situações que eu vi”, disse.