A crise do Banco Master tem provocado desconforto entre os titulares do TCU (Tribunal de Contas da União), especialmente após o avanço das tratativas de delação premiada de Daniel Vorcaro. O incômodo orbita em torno de possíveis menções ao ministro Jhonatan de Jesus, relator de processos ligados à instituição bancária, na delação premiada negociada pelo banqueiro. A avaliação dentro de um grupo mais experiente é de que órgão não deveria ter sido tragado pelo maior escândalo financeiro da atualidade.
Vorcaro pretende detalhar aos investigadores mensagens, documentos e referências ao TCU encontrados em seu celular, incluindo uma minuta de despacho que suspendia decisões do Banco Central sobre o Master. A investigação também apura pagamentos a influenciadores que teriam produzido conteúdos em defesa do tribunal e contra o BC.
Os anexos da colaboração já foram entregues à PF e à PGR e serão confrontados com provas obtidas na Operação Compliance Zero antes de eventual homologação pelo ministro André Mendonça, relator do inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal). A apreensão interna inclui medidas questionáveis do novato sobre o caso, como pedidos de explicações sobre a liquidação extrajudicial do banco e ameaças de revisão da medida.