Ao longo desta quinta-feira, 7, que começou com uma operação policial mirando o senador Ciro Nogueira, quem ainda tinha alguma dúvida no mundo político passou a não ter mais: a derrota de Jorge Messias no Senado, na semana passada, teve o caso do Banco Master como principal pano de fundo.
Perdeu força a avaliação de que a rejeição da indicação teria servido como recado ao Planalto e ao presidente Lula.
Em contrapartida, ganhou muito terreno a leitura de que Davi Alcolumbre se uniu a Alexandre de Moraes para barrar Messias após se certificar de que o advogado-geral da União poderia acompanhar André Mendonça, um de seus principais aliados, em julgamentos relacionados ao Master.
A oposição, na figura de Flávio Bolsonaro, principalmente, já vem sendo chamada de “ingênua” nos bastidores de Brasília.
“O que estava em jogo na votação do Jorge Messias não era o Messias, não era Lula, não era STF. Era a sobrevivência de muita gente. Era liberdade ou cadeia. Era patrimônio ou devolução de dinheiro. Essa é a verdade. Esse é o fato”, resumiu à coluna uma liderança política.