O futuro de Eduardo Cunha, José Roberto Arruda, Anthony Garotinho e Sérgio Cabral, entre outros políticos com problemas na Justiça, será decidido até o fim deste mês. O STF (Supremo Tribunal Federal) marcou para o período de 22 a 29 de maio o julgamento da ação que questiona a flexibilização da Lei da Ficha Limpa. Relatada pela ministra Cármen Lúcia, a ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) será analisada no plenário virtual, quando os ministros apenas apresentam os votos, sem discussão, após o acesso ao relatório.
A ação pede uma interpretação definitiva da nova versão da Lei da Ficha Limpa, que foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula em setembro de 2025. O texto reduziu restrições impostas pela Justiça Eleitoral sobre a inelegibilidade de políticos condenados e que perderam o direito de se candidatar. Dos interessados no processo, Arruda, Cunha e Garotinho sinalizam interesse de voltar para a vida pública.
A ação foi apresentada pela Rede Sustentabilidade, que pediu a suspensão imediata da nova lei sob o argumento de que a mudança compromete os critérios de elegibilidade às vésperas da eleição de outubro. Em parecer enviado ao Supremo em janeiro, a PGR (Procuradoria-Geral da República) manifestou-se a favor da concessão de medida cautelar para derrubar trechos da legislação.
Além dos nomes mais conhecidos, a decisão do STF poderá produzir efeito dominó sobre o destino de centenas de políticos hoje impedidos de disputar cargos públicos. Entre os que tiveram mais projeção, como Arruda e Garotinho, ex-governadores do Distrito Federal e do Rio de Janeiro, respectivamente, ainda são lembrados pelos eleitores, segundo as pesquisas. Se legitimados pela decisão do Supremo, Garotinho tentará disputar uma cadeira na Câmara, enquanto Arruda afirma querer retornar ao comando do Palácio do Buriti.