Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) descartou a possibilidade de Flávio Bolsonaro ser substituído por Michelle na corrida ao Planalto deste ano. Em conversa com o PlatôBR, na madrugada desta quinta-feira, 14, o congressista minimizou a crise criada com a divulgação, pelo Intercept Brasil, de mensagens trocadas entre o presidenciável e Daniel Vorcaro. O primogênito do clã bolsonarista solicitou ao banqueiro recursos de financiamento ao filme Dark Horse, que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro.

O senador é a aposta da direita para disputar a Presidência com o presidente Lula (PT). Apesar do conteúdo comprometedor do material, Sóstenes subestimou a possível troca na chapa majoritária ao Planalto. “Qualquer pessoa da política sabe que isso fica totalmente fora de cogitação em um momento como esse”, disse.

Um dos principais articuladores da campanha de Flávio Bolsonaro, o parlamentar preferiu desconsiderar o plano de correligionários do PL ao reafirmar a confiança total na conduta do senador e primogênito do ex-presidente. “Política não se faz com reações em momentos de crise”, afirmou.

O posicionamento do líder bolsonarista na Câmara ocorre após a insistência da coluna em questioná-lo sobre os impactos e possíveis rumos da chapa conservadora na disputa presidencial depois da recente reportagem. Contudo, antes de tomar conhecimento das publicações que ventilaram Michelle como alternativa, Sóstenes questionou na conversa quem encabeçaria o movimento conservador para substituir Flávio pela ex-primeira-dama. “Quais deputados? Ninguém falou isso pra mim”.

Conforme o núcleo mais próximo de Michelle Bolsonaro, a avaliação é que o conteúdo divulgado compromete a viabilidade da candidatura de Flávio. Pessoas próximas da esposa do ex-presidente passaram a defender que ela assuma imediatamente a condição de cabeça da principal chapa da direita ao Planalto. Parte desse mesmo grupo apostava no governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas a permanência dele na principal cadeira de São Paulo inviabilizou sua participação na disputa presidencial deste ano. 

Em nota, Flávio afirmou que o episódio envolveu “um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”. Segundo o senador, houve “zero de dinheiro público, zero de Lei Rouanet”, sem oferta de vantagens, intermediação de negócios com o governo ou recebimento de recursos pessoais. Ele defendeu a instalação da CPI do Banco Master: “É preciso separar os inocentes dos bandidos.”