O senador Otto Alencar (PSD-BA), que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, disse à coluna acreditar que a direita perdeu a melhor chance de derrotar Lula ao rifar uma possível candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas.

“Ele era o nome mais competitivo. Talvez não tivesse muita coisa a explicar, o que é uma boa vantagem numa eleição majoritária”, afirmou.

Para Otto, a crise envolvendo a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro deveria preocupar o entorno do pré-candidato do PL, principalmente, por ter exposto mentiras.

“Aqui na Bahia, Flávio nunca foi ‘vivo’, mas agora dificulta mais. Ronaldo Caiado e Romeu Zema ninguém nem sabe quem são”, comentou o senador.

Otto minimiza a avaliação, recorrente em Brasília, de que Lula enfrentaria dificuldades para governar, caso seja reeleito, diante da expectativa de um Congresso ainda mais inclinado para a centro-direita.

“Também diziam isso em 2022. E o Lula aprovou tudo, tirando o Jorge Messias. Que matéria o Lula não conseguiu aprovar? Isso é história de fundamentalista de direita. O Lula vai governar com parceria, vai chamar os partidos, vai se sentar com os novos presidentes da Câmara e do Senado, vai conversar sobre ministérios e está resolvido”, disse.

O senador baiano concorda, porém, que uma disputa interna pela sucessão de Lula pode começar logo no início de um eventual novo governo. Nesse cenário, vê o ex-ministro da Educação Camilo Santana “em destaque”.