A indústria automotiva, historicamente criticada por conseguir benefícios fiscais vultosos com a isenção de impostos para a compra de novos veículos, voltou a ter força no governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após garantir R$ 1,5 bilhão em crédito tributário em 2023 para vender carros, caminhões e ônibus, as fabricantes de veículos conseguiram R$ 61,2 bilhões em linhas de crédito para comercializar os produtos em 2026.
Na mais recente empreitada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou R$ 30 bilhões em crédito para que motoristas de aplicativos e taxistas possam comprar carros novos de até R$ 150 mil. As taxas de juros serão de 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres, e o prazo do financiamento pode chegar a 72 meses, com seis meses de carência.
Além disso, o governo vai oferecer mais R$ 21,2 bilhões para a compra de ônibus e caminhões, sendo R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões em recursos adicionais do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). O valor máximo financiável por beneficiário é de até R$ 50 milhões.
As linhas de crédito fazem parte do Move Brasil. A primeira experiência do programa garantiu R$ 10 bilhões em janeiro de 2026 que foram consumidos em dois meses em 8 mil operações de compra de caminhões novos em todas as regiões do Brasil, por caminhoneiros autônomos, cooperativados e frotistas.
Além de agradar às fabricantes de veículos, Lula tenta ganhar para as eleições de outubro a simpatia de caminhoneiros, taxistas e motoristas de aplicativo que serão beneficiados com as linhas de crédito em ano de eleição.