A nova pesquisa Datafolha divulgada após a revelação das conversas entre Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a diferença para o filho do ex-presidente. O levantamento divulgado nesta sexta-feira, 22, mostra Lula com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 43% do senador. Há uma semana, ambos apareciam empatados com 45%. No primeiro turno, Lula também abriu distância: 40% a 31%, uma diferença de 9 pontos percentuais.
Esse é o segundo instituto de pesquisa que detecta, nesta semana, a queda de Flávio após a crise com o banco Master. Antes, o AtlasIntel/Bloomberg identificou o mesmo movimento. Essa tendência confirma as previsões sobre os efeitos negativos da divulgação do áudio na campanha do pré-candidato do PL ao Planalto.
O núcleo do PL avalia os números como o primeiro impacto concreto após o caso “Dark Horse” sobre a viabilidade eleitoral do filho “01” de Jair Bolsonaro. A crise envolvendo o financiamento do filme sobre o ex-presidente alimenta a desconfiança entre aliados, especialmente em setores do Centrão e em parte do empresariado, que via em Flávio uma alternativa mais moderada ao pai para comandar o Planalto. Ainda assim, o clã do ex-presidente resiste à hipótese de substituição e mantém o primogênito de Bolsonaro como prioridade do projeto presidencial de 2026.
A pesquisa também mediu um dado que preocupa os dois polos da disputa: a rejeição. Flávio aparece numericamente à frente entre os mais rejeitados, com 46%, enquanto Lula registra 45%. No caso de uma ventilada substituição de Flávio, Michelle Bolsonaro surge como alternativa menos desgastada dentro do núcleo bolsonarista, com 31% de rejeição. No segundo turno, ela teria 43% e Lula 48%.