A postura de Romeu Zema diante de Flávio Bolsonaro desde o início da crise do pré-candidato do PL com Daniel Vorcaro deixou o Novo em alvoroço.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) admitiu à coluna que há forte pressão de integrantes do PL e de uma ala do Novo para que Zema recue das críticas a Flávio.
“Paladinos da moralidade querem transformar o Novo em figurante, coadjuvante ou satélite do PL. Não podemos aceitar. O Novo tem uma identidade, que passa pelo enfrentamento da corrupção. Os fatos revelados até aqui exigem muito mais investigação”, disse.
Girão avaliou que Zema pode ter sido intempestivo ao cobrar explicações imediatas de Flávio, mas classificou a reação do ex-governador de Minas Gerais como uma “indignação dos justos”.
“Estamos diante de uma história muito mal contada. E o Zema, que se apresenta como alguém realmente antissistema, de fora da política e disposto a fazer diferente, precisa ter o direito de se sentir traído. Há muita gente, em ano eleitoral, pensando em si e nas próprias carreiras políticas. Mas existe algo muito maior em jogo: oferecer ao país uma alternativa de verdade”, acrescentou o senador.