A equipe econômica do governo do Distrito Federal informou, nesta quarta-feira, 27, que a mudança na gestão financeira permitiu fechar o primeiro quadrimestre de 2026 com um superávit de R$ 1,8 bilhão nas despesas liquidadas, apesar de um déficit de R$ 1,9 bilhão nas despesas empenhadas. Segundo o secretário-executivo de Finanças, Ailton Ferreira Cavalcante, o cenário encontrado pela atual gestão era “assustador” e poderia ter evoluído para um rombo de até R$ 5 bilhões caso nenhuma medida tivesse sido adotada.  

Durante audiência da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal), os novos integrantes da pasta informaram que, devido às medidas de contenção de gastos, o Distrito Federal arrecadou R$ 13,4 bilhões no período e registrou crescimento de 11% na arrecadação do ICMS, principal tributo local. O resultado primário ficou positivo em R$ 373,5 milhões, acima da meta inicialmente prevista pelo governo. Os gastos com pessoal cresceram 15,46%, impulsionados principalmente pelo aumento das despesas com aposentados e pela nomeação de quase 26 mil servidores desde 2023. 

O secretário de Economia, Valdivino Oliveira, também reconheceu o avanço das chamadas Despesas de Exercícios Anteriores, que já ultrapassam R$ 1,4 bilhão, e afirmou que a prática se transformou em uma distorção que o governo pretende eliminar para evitar novos desequilíbrios nas contas públicas.