A economia brasileira registrou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado ficou acima do consenso do mercado, que esperava alta de 1%.

Com o PIB (Produto Interno Bruto) forte neste começo de ano, mesmo os economistas mais pessimistas têm revisado para cima as projeções para 2026, que estavam próximas de 1,5%, para 2% ou mais. A unanimidade entre os analistas é de que as políticas do governo Luiz Inácio Lula da Silva para manter a atividade aquecida têm surtido efeito no curto prazo.

O economista-chefe para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, afirmou que espera para os próximos trimestres que a atividade econômica real continue a se beneficiar das vultosas transferências federais por meio de programas sociais, de crédito e da isenção de IR (Imposto de Renda). 

Para o economista-chefe da Genial Investimentos, José Márcio Camargo, os dados mostram uma economia acelerando, provavelmente devido aos programas aprovados pelo governo neste início de ano, como reação à desaceleração do último trimestre de 2025.

“Isso que poderá gerar preocupação para o Banco Central, que deverá manter cautela na política monetária. Nossas projeções são de desaceleração a partir deste trimestre, com crescimento de 0,5% por trimestre e 2,0% em 2026″, disse.