Antes de viajar para os Estados Unidos, Flávio Bolsonaro já havia criado entre aliados a expectativa de que a ida à Casa Branca renderia bons frutos para a pré-campanha presidencial.

Flávio estava à vontade e seguro de que seria recebido por Donald Trump. Chegou, inclusive, a falar em inglês com jornalistas na saída do Senado, ao ser questionado se o até então possível encontro estava na agenda do presidente dos Estados Unidos.

Ao voltar ao Brasil, foi recebido por apoiadores no aeroporto de Brasília e também demonstrava serenidade e confiança. Flávio sabia o que viria horas depois.

A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas deixou Flávio “feliz da vida”, segundo relatos de aliados, contrastando com o abatimento de dias atrás.

Integrantes da pré-campanha se apressaram em orientar aliados a explorar a decisão americana nas redes sociais. A ordem era dar tom de “grande vitória” a Flávio, sacramentando o que esperam ser uma “página virada” após o baque da crise envolvendo a relação do pré-candidato do PL com Daniel Vorcaro.

Um dos objetivos era rebater o discurso da soberania nacional, já esperado do lado do governo. A linha ajustada foi a de que “não há soberania quando parte do território brasileiro já está tomado pelo poder paralelo das facções”.

Também foi sugerido aos aliados elevar o tom e atrelar as facções criminosas ao PT. É exatamente o que parlamentares candidatos à reeleição e apoiadores de Flávio vêm fazendo.