A classificação como organizações terroristas do CV (Comando Vermelho) e do PCC (Primeiro Comando da Capital) pelo governo dos Estados Unidos não foi uma surpresa para os banqueiros brasileiros, que desde o ano passado colocaram esse risco no radar e passaram a analisar os potenciais desdobramentos para o sistema financeiro nacional. 

Para isso, os executivos dos principais bancos brasileiros passaram a analisar os casos de Colômbia e México, que tiveram diversos cartéis de drogas designados pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos como terroristas. 

Na prática, após a classificação terrorista, não houve sanções aos bancos, fintechs e corretoras nos dois países. Nas conversas de banqueiros brasileiros com executivos mexicanos e colombianos dois pontos chamaram atenção.

O primeiro diz respeito ao nível de subjetividade nas decisões tomadas que se baseiam apenas em indícios, sem qualquer investigação ou condenação. Na prática, a falta de clareza sobre as regras para imposição de eventuais sanções e medidas que podem ser adotadas para corrigir os problemas identificados pelas autoridades americanas leva ao segundo ponto, que é a insegurança jurídica.